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GO CAROL

BEM-ESTAR, FITNESS, COZINHA OVOLACTOVEGETARIANA E A MINHA VIDA NO GERAL (E ÀS VEZES NO PARTICULAR)

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BEM-ESTAR, FITNESS, COZINHA OVOLACTOVEGETARIANA E A MINHA VIDA NO GERAL (E ÀS VEZES NO PARTICULAR)

Qui | 08.02.18

Viagem a... não, ainda não é isso

Poderia começar esta aventura de mil e uma formas. Muitos foram os episódios deste filme, principalmente no primeiro dia. Por isso resolvi dividir a viagem em três artigos, porque só o primeiro dia já dá um post.

 

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Cheguei ao aeroporto à hora prevista, mas ainda estive à espera da mala. Apareceu a minha irmã ao mesmo tempo que eu saia da zona de chegadas e lá andamos a tentar perceber onde se apanhava o metro. Caminhamos algum tempo e nada. Em frente ao aeroporto há um parque de estacionamento gigante, mas nada de metros. Estavam sensivelmente 2ºC, às 19h.

 

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Reparei que os táxis era muito giros. Diferentes dos nossos. Não há cá taxis amarelos. São pretos, azuis, cinzentos, e os carros são muito giros. Dão aquele ar antigo. Disse que ia tirar uma fotografia, mas com o telemóvel porque não valia a pena a minha irmã tirar a máquina.

- "Qual máquina? Trouxeste máquina certo?", diz ela

- "Euuu???? Eu não. Era suposto usarmos a tua", disse eu

E de forma resumida... ninguém tinha máquina fotográfica.

Lá deprimimos um pouco porque ninguém tinha levado máquina e eu já só pensava que a minha bateria não ia durar para fotografar o dia todo.

 

 

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Desistimos de procurar o  metro. Pensámos no autocarro que estava mesmo em frente ao aeroporto e perguntamos a umas miúdas qual era o que ia para a cidade. Esperamos 15 minutos por ele naquele gelo, e foram mais 40 de viagem.

 

Chegamos ao local onde deveríamos sair, saímos, e procuramos no Google Maps o local onde íamos jantar. Já tinha seleccionado alguns locais previamente porque nunca se sabe onde irei encontrar comida vegana. Acabámos por encontrar um desses locais ao acaso (nem era para esse que queríamos ir nesse dia), mas fomos.

 

Já no restaurante, que era três andares acima da terra, a comida era vegana e sem ser vegana. Cada uma de nós estava a ver o que gostava mais e decidimos escolher duas comidas vegan e partilhar. Na hora de pagar... não aceitavam cartão multibanco. Lá teve a minha irmã de ir levantar. Mais 10 minutos à espera.

 

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O jantar era... picante. Extremamente picante. Exageradamente picante. Bebi a garrafa de água que tínhamos e mesmo assim deitava fogo pela boca. Acho que os Ingleses acham que para ser vegetariano tem de ter picante, chilli, malagueta, sei lá o quê.

 

 

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Lá fomos procurar metro. O Google Maps foi sempre o nosso melhor amigo. Uns 10 minutos a caminhar às voltas e lá o encontramo. Perdemos o metro. Esperamos mais 10 minutos e chegou outro. Entrámos no metro e saímos na saída errada, que seria a certa se o hostel não tivesse mudado.

 

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Sim, essa é outra. Às 12:30h desse dia recebi um e-mail a dizer que nos tinham mudado de hostel, e eu tinha-me esquecido de considerar esse ponto na altura de procurar o metro.

 

 

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Verificamos essa situação e desesperamos um pouco. Eram 21:45h, estava um frio de rachar e já estamos fartas daquelas andanças todas.

 

Apanhámos outro metro para a estação anterior. Verificamos que a minha irmã se tinha esquecido de trazer a power bank. Tive de abrir a minha mala em plena estação e dar-lhe a minha.

Andamos 20 minutos ao frio, com malas e casacos até ao local onde supostamente seria o check in do City B&B, que desde já desaconselho de todo, que não tinha ninguém, que era um local estranho, abandonado, e no fim do mundo (quase literalmente).

Ligamos à pessoa do hostel, não sei se dona ou empregada, já que os números estavam colados no vidro desse tal local onde seria o check in. Só havia 2 números. O primeiro não deu e começou o desespero. Restava um. O 2º acabou por dar.

Com os carros a passar e com a pronúncia de aquário do senhor não se percebia nada do que nos dizia. Depois de andarmos a passar o telemóvel uma à outra e de eu a agradecer a Deus por ter uma power bank suplente o senhor disse-nos que em 5 minutos estaria ali alguém do hostel para nos levar ao mesmo, porque o check in não era naquele fim de mundo onde nos encontrávamos. Era na verdade no hostel (que depois vim a constatar que não poderia ser porque se tratava de uma casa sem recepção sem nada).

 

Esperámos mais 12 minutos para nos irem buscar. E esta era a parte boa até agora.

Achávamos que íamos para casa nesse momento, mas a senhora tinha deixado a chave dentro do hostel e não tínhamos como entrar. A história estava muito mal contada. Primeiro disse que tinha saído a correr para nos ir buscar e deixara lá a chave, depois já dizia que tinha ido apanhar ar à rua e se tinha esquecido.

Ela levou-nos no seu carro a 28ºC até outro hostel que ela possuía, juntamente com a família toda, para ir buscar a chave suplemente. Ou pelo menos foi o que nos disse. Mais um tempo paradas, mas pelo menos deram-lhe a chave. Fizemos mais um trajecto no tal forno até ao novo hostel,... e a chave não dava.

O hostel não era nada de especial por fora, a porta era antiga e parecia que nunca iríamos conseguir entrar, mesmo com chave.

Já tínhamos saído do carro e tudo e tivemos de VOLTAR À CIDADE (sim que isto ainda ficava fora de mão) para ir buscar a chave correcta. PORQUE LHE TINHAM DADO A CHAVE ERRADA!! Ah ah ah que pequena maravilha. Que incompetência. Que tristeza.  Que nervoooos. Que sei lá o quê.

 

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Já estávamos a desesperar. Já eram 23h e ainda andávamos de um lado para o outro. Começamos a pensar em mudar de hostel. Dissemos isso à tal senhora, empregada do hostel, e a resposta dela foi que teríamos de ir com ela ao hostel (que estava trancado e que ninguém tinha chave), com o cartão de crédito (que não tínhamos), para o reembolso ser feito através do cartão que tínhamos usado para pagar a estadia. Fácil não?

Enquanto falávamos com ela eu já só ia tirando o casaco, a camisola,... cheguei a um ponto em que tive de abrir a porta do carro que já não aguentava o calor.

 

 

Ainda estivemos cerca de 20 minutos com ela no carro a tentar arranjar a melhor solução. A senhora ia fazendo chamadas para tentar arranjar chave. A certa altura disse que alguém da família, porque aquilo era tudo família na verdade, iria lá ao hostel vinda de Manchester, dentro de 1 hora. Ah ah ah. 1 hora. Era só o que faltava. A senhora até sugeriu irmos tomar algo por conta dela, que só tínhamos de esperar 1 hora. Isto escrito parece tudo muito mais leve, menos dramático, mais soft, mas ainda partilhei alguns episódios no instastorie e algumas pessoas puderam perceber que já estava a ficar muito chateada.

O problema é que era fim-de-semana de jogo em Liverpool e todos os hotéis, hostels e assim estavam cheios. Daí a dificuldade em encontrar um local.

 

Foi aí que me passei.

Disse logo à minha irmã que não queríamos e que queríamos ir para outro sitio. 

Neste momento ela também já estava a procurar locais para ficarmos, mas como havia um jogo qualquer no fim de semana os hotéis e hostels estavam quase todos lotados. Lá encontramos um mesmo no certo, mas já só tinha um quarto.

 

Agora o drama, o problema, o stress era só poder receber o dinheiro, arranjarmos forma de ir para o hostel e termos quarto. Pois. 23:30h, a senhora disse ao familiar, que era o dono, que queríamos ir embora, que queríamos ir para outro local, que estamos a ficar cansadas e fartas daquilo tudo e bla bla bla. O dono foi até ao carro buscar-nos e acompanhou-nos ao hostel (pelos vistos têm 4 diferentes espalhados pela cidade toda, alguns mais no centro que outros e este onde nos encontrávamos nesse momento era central, tudo que queríamos, mas já não tinha quartos vagos).

 

Lá conseguimos que nos devolvesse o dinheiro. Foi muito simpático, mais do que alguma vez pensei, já que tudo estava a correr mal. Além de devolver o dinheiro rapidamente também se disponibilizou para nos ajudar a arranjar outro local e se ofereceu para nos levar até lá quando dissemos que já estávamos a marcar um pela internet.

 

 

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O senhor disse que o seu carro estava um pouco bagunçado, para não ligarmos, e por nós tudo bem, queríamos era ir embora dali e dormir. Quando chegamos ao carro, havia lixo por todo o lado. Sim, não havia onde pôr os pés. Os meus iam acomodados numa latinha de coca-cola, um saco plástico e mais uns objectos não identificados. Ahhhh mas antes disso. Quando abrimos a mala, havia uma camada significativa de... tralha, vulgo lixo. Era papel, era latas vazia, era meias sujas,  eram caixotes amarrotados, bebidas energéticas vazias, garrafas de água sem nada dentro, duas coca-colas de 1l, não vá o diluvio acontecer e o senhor precisar de beber qualquer coisinha... bem, a minha irmã teve de afastar uma meia para se sentar no banco, só para terem noção da confusão que para ali ia.

Ainda tirei duas fotos à socapa que não ficaram muito boas mas que dão para perceber a organização e limpeza do carro.

 

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Lá nos levou ao hostel. 

Chegamos ao Hatters, o novo hostel, perto da meia noite, que estava muito melhor localizado e que era prai a 300 metros do local onde tínhamos jantado!!!!!!

Dirigimo-nos à recepção para fazer o check in e lá conseguimos. Antes disso ainda tivemos cerca de 20 minutos a falar com os senhores acerca do pequeno almoço, que estava incluído graças a deus ao contrário do outro hostel City B&B do fim do mundo, que tínhamos casa de banho, toalhas de banho, televisão e mais umas coisas que o B&B não tinha, e chegou a hora de irmos para o quarto FI NAL MEN TE. 

 

É realmente cansativo andar com casacos quentes, a entrar e sair de sítios com temperaturas diferentes, o stress todo da viagem de avião, de autocarro, de metro, tentar encontrar os locais à noite só com o gps... Ao contrário do que pareço sou muito stressada e isto mexe um bocadinho com o meu sistema nervoso. Já tive noutra situação semelhante em parte, quando fui para a Lituânia numa Summer School, sim para estudar no Verão, em Julho mais precisamente (meu rico mês de Julho em que fiquei branca como aquelas toalhas dos anúncios de lixívia, e deprimida com a situação também), e não tínhamos como entrar na residência, eu e mais dois colegas. Mas isso seria outra conversa que agora não vale a pena abordar.

 

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Entrámos no quarto e a primeira coisa que faço é mexer nas tomadas, ligar candeeiros, ver a casa de banho,... Nada podia correr mal agora certo? Errado. As tomadas não funcionavam e não havia luz na casa de banho.

Já não bastava tudoooo que tinha acontecido durante todo o dia,... Voltamos a descer 4 andares, já com montes de coisas espalhadas pela cama e pelo quarto. Já só pensava que nos iam mudar de quarto ou assim, e que teríamos de arrumar tudo e voltar outra vez ao mesmo. O pensamento seguinte foi que não podiam porque no site dizia que só havia um quarto, este portanto.

 

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Quatro andares abaixo falamos com os senhores, e um deles veio connosco até ao quarto para trocar a lâmpada. 2 minutos e estava pronta. Os carregadores também já davam (é preciso a ficha própria dos Ingleses que não há nada em que sejam iguais ao resto do mundo) e era hora de dormir.

Fazer xixi e cama. Qual o espanto quando percebemos que o autoclismo estava avariado. Já estávamos em pijama, já não íamos mais à recepção. Que se lixe. C,om a água sempre a correr como estava, o xixi desapareceria durante a noite. Mas depois pensei no desperdício que seria, no barulho que fazia e mudei de ideias. Foi aí que pus mãos à obra. Já a horas impróprias pus o autoclismo a funcionar.

 

 

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Agora sim, cama.

Estava eu a preparar tópicos para o artigo que ia escrever com tudooooo o que aconteceu (este artigo), e a rir-me de certas situações que horas antes estavam a pôr-me os nervos em franja, quando ouvi passos no corredor e homens a falar alto. Só disse à minha irmã: “Agora para terminar só faltava entrarem no quarto, nós estarmos aqui e eles dizerem que era o quarto deles”. Não foi isso mas quase. Estavam a tentar e a tentar e a tentar que o cartão deles funcionasse no nosso. Bebedeira? Sono? Ou simplesmente enganaram-se? Nunca saberei. Só sei que não conseguiram claro, e que ainda os estive a ouvir falar até adormecer, quando acabei os tópicos para o post. O relógio marcava 01:58h e às 8:30h mais ou menos iria acordar para irmos a Manchester de comboio. Acordei às 4h. E Às 7h. E não dormi mais.

 

Que comece a viagem!

 

 

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