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GO CAROL

BEM-ESTAR, FITNESS, COZINHA OVOLACTOVEGETARIANA E A MINHA VIDA NO GERAL (E ÀS VEZES NO PARTICULAR)

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BEM-ESTAR, FITNESS, COZINHA OVOLACTOVEGETARIANA E A MINHA VIDA NO GERAL (E ÀS VEZES NO PARTICULAR)

Qui | 29.11.18

Viagem a... Luxemburgo

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A viagem custou 29,98€ e foi feita em meados de Setembro. Viajei dia 20 e 21 de Novembro, dois meses e tal depois da compra.

 

Inicialmente andei a ver locais para ficar e encontrei um hostel a 25€ por noite. Pensei logo em ficar naquele. Só ia ficar uma noite mesmo, e apesar de ser um quarto para várias pessoas acabava por compensar. Mas fui totó e adiei a decisão (péssima escolha!!). Quando me lembrei que ainda não tinha onde ficar, fui até ao Booking e percebi que o hostel que queria já estava completo no dia em que ia... 

 

Foi então que tive que fazer uma nova procura e acabei por escolher um local que não fazia de todo parte dos planos, mas era um dos mais baratos e mais centrais que encontrei disponível.

 

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A viagem decorreu com normalidade, sem qualquer problema. Apanhei um autocarro do aeroporto até a cidade, saí na Gare Centrale, e depois andei a pé cerca de 200 ou 300 metros até ao restaurante que tinha escolhido para almoçar, visto que sabia que iria chegar tarde e com fome, já tinha planeado o primeiro local. Sinceramente foi o único que planeei, e por acaso ficava a 100 metros do hostel também, o que foi ótimo para deixar logo as coisas depois de almoço.

 

Quando reservei o hostel achava realmente que era um hotel, até porque o nome no Booking era de "Hotel Rooms 3rd floor", no entanto uma coisa que achei logo estranha quando estava a fazer a reserva era não encontrar a localização pelo nome dado no Booking. O Google Maps só me conseguia dar a localização através da rua e não do nome do hotel. Estranho não??

 

Mas visto que a rua me aparecia e que as fotografias eram verdadeiras, eram mesmo fotografias, nem eram daquelas imagens todas bonitinhas, acabei por fazer a reserva e pagar.

 

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Quando cheguei ao local apercebi-me que não era de todo um hotel e que provavelmente seria um hostel ou outra coisa mais pequena. 

Já na localização que o telemóvel me dava, não só não havia hotel como eu não tinha chave nem havia recepção, e em todas as campainhas que toquei só duas pessoas me atenderam e disseram que não havia hotel nenhum no prédio. Já estava a ficar stressada de baixo de 30kg nos ombros (não eram tantos mas parecia uma tonelada... não sei como é que meia dúzia de coisas numa mochila pesa tanto) e debaixo de 3.ºC...

 

Lá bati à porta de uma loja de venda de ouro ao lado do prédio e foi esse sr que me ajudou. Mas queria logo pegar no telemóvel e saber da mensagem que supostamente me tinham enviado (só tinha o e-mail que acabei por lhe mostrar) mas eu já estava a ficar com medo. Já sei que não faz sentido mas pronto, foi inconsciente.

 

O senhor simpático lá me ajudou, disse-me e mostrou-me que tinha de colocar um código para abrir a porta, e, posteriormente, retirar uma chave para abrir a porta. Isto na porta de entrada. No terceiro andar, onde era o quartito, tinha de fazer o mesmo. Código e chave. Já a chave do quarto estaria na porta do mesmo. E assim se verificou. 

 

Foi pousar as coisas, vestir mais uma camisola, fazer xixi e ir para a rua.

 

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No primeiro dia até às 17h andei 9km, e parece que não vi nada. Ainda andei um pouco de autocarro ao final do dia porque já estava cansada de andar com o peso todo nos ombros (mochila, casaco, cachecol) e do frio (gorro, luvas, põe e tira luvas, mão já sem sangue por estar de telemóvel na mão,...).

 

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Andei a passear de autocarro, sem saber muito bem para onde ia, mas também para ficar com uma noção da cidade, das distâncias, da arquitetura... De tudo.

 

Havia uma espécie de metro de superfície onde também andei, mas autocarros é o que mais há.

No primeiro dia não achei que houvesse muita gente na rua. Apesar de andar a passear desde as três até às cinco da tarde, achei que não havia assim muuuuita gente. Não sei se por estar muito frio e as pessoas preferirem para casa, não sei se por ser hora de trabalho e as pessoas estarem a trabalhar,…

 

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Em termos de transportes achei que funcionava muito bem, pelo menos na zona central, que o resto não conheci.

 

Só encontrei um supermercado pequeno, algumas lojas de luxo e lojas que em todo lado, por outro lado não vi nenhum ginásio, não vi cinemas, bombas de gasolina shoppings nem nada do género. Não sei se não há no centro ou se estive na zona errada.

 

Voltando aos transportes, comprei no aeroporto o bilhete diário. Custou 4€ e acho que foi boa aquisição. Apesar de nunca o ter validado em lado nenhum pude andar descansada todo o dia e noite. Já agora, o bilhete individual custava 2€.

Nunca o validei nem nunca vi ninguém a validar. Não sei se é costume ou se simplesmente não há quem ande a fazer essa verificação.

 

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Foram-me feitas algumas questões no Instagram que passarei a responder a seguir antes de avançar, até porque neste momento ainda é dia 1 à noite, após o jantar e como estava a chover fui para o quarto trabalhar.

 

Ora bem, em termos de preços acho que é mais ou menos igual. Tendo em conta que o que como é vegano por vezes acaba por ser mais caro que um bitoque, mesmo em Portugal. Não sei se aqui é igual ou não, no entanto, os locais por onde passei rondavam os 12/14€ o prato de comida, sem bebida. Acho bastante caro, o dobro do preço praticando em Portugal por um prato semelhante. Mas como disse não sei se é assim para toda a comida ou só para o caso da comida vegetariana.

 

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Os transportes achei barato. Lá está, 4€ para um bilhete diário nunca vi em lado nenhum. Em termos de taxis não sei, só andei de autocarro e uma espécie de metro de superfície.

 

Outra das questões pela quantidade de dias que recomendava. Ainda não vi tudo, tenho noção disso, mas também tenho noção que não vi tudo porque não quis. Podia ter andado à noite à descoberta mas sinceramente não me apeteceu, por isso, se a ideia não for visitar museus e esse tipo de coisas onde são necessárias várias horas mas sim dar um grande passeio pela cidade, almoçar num sitio, entrar aqui e ali, lanchar noutro local e dar mais uma volta grande e jantar, dá perfeitamente para fazer tudo num dia completo.

Em termos de horas úteis de descoberta tive menos de 5, e acho que já conheço o essencial, portanto diria que um dia completo chega.

 

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E é complicado orientarmo-nos? Não achei. Não é para me gabar (mas já me gabando) tenho boa orientação, por isso sei quase sempre onde estou, como voltar para trás, etc. Quem, pelo contrário, tem má orientação é capaz de se confundir uma vez ou outra nos centros porque é quase tudo igual. De qualquer modo quando preciso de ajuda pego no Google, no Google Maps e no Maps.me e procuro o que pretendo. Já que falo em sites e apps também posso acrescentar a Happy Cow que uso quando quero procurar restaurantes vegan (também dá vegetarianos) e lojas vegetarianas. Em determinados países também uso a app Zomato que nos dá restaurantes, bares e cafés, deixa ver o menu, horário, preço, fotografias, feedbacks das pessoas e muito mais, mas não foi o caso desta viagem. De qualquer modo fica a dica para utilizar no Porto e Lisboa.

 

Voltando ao foco, o meu primeiro dia.

Almocei num local bem fofo chamado Flowers que era todo cor de rosa, branco e verde, tudo cores suaves. Foi a minha primeira paragem e soube muito bem. O restaurante funciona com pratos do dia e ainda dois pratos extra no menu. Lá pedi o prato do dia que era uma espécie de caril de feijão branco e arroz basmati com espinafres crus. A quantidade era bem generosa mas como não sabia e queria experimentar também o quiche acabei por pedir ambos. Conclusão, demasiada comida. Pedi um golden milk para beber e claro que não só não comi tudo como quase não toquei na bebida nem na saladona gigante que vinha com o quiche. 

E como não podia sair dali sem sobremesa pedi para levar duas fatias de bolo, uma de cheesecake e outra de tiramissú. O tiramissú foi logo o meu lanche 2 horas depois (sim porque comer arroz é ter fome passado um bocado, pelo menos comigo), e o segundo guardei para o lanche do dia seguinte, mas à noite, depois de jantar, ainda lhe dei uma dentada para ver se valia a pena. E sim, valia a pena! O tiramissú era bem melhor mas este segundo também era bom.

 

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E basicamente a minha tarde foi andar de um lado para o outro perto do hostel e do outro lado da ponte.

 

Fui jantar a um local que tinha visto na net mas fiquei bem desiludida. Chama-se Beet e apresenta fotografias lindas no Instagram, no entanto quando lá cheguei só servia wraps, duas saladas e hambúrgueres. Não é que isso seja mau, mas visto que a página mostrava lasanhas, feijoadas e outro tipo de coisas vegan deliciosas,... Bem, lá pedi um wrap de falafel que vinha acompanhado com batatas fritas (boooas) e um molho à escolha (optei por maionese vegan). Ora bem, no wrap havia dois pedacinhos esmagados de falafel verde, que devia ter espinafres e mais qualquer coisa, e um monte de salsa (mas i-m-e-n-s-a), e couve roxa ripada. Era isso. Além de não ter falafel nenhum era extremamente salgado. Vinha com um pouco de húmus ao lado que era bom, mas lá está, podia ter menos sal. 

 

Normalmente a água da torneira é grátis e os funcionários até perguntam se queremos. Como não tinha bebido nada ao almoço até optei por nem pedir bebida, e o miúdo (devia ser mais novo que eu) lá perguntou se queria beber água, e que até era gratuita. Apesar de não ter sede deu jeito para acalmar o sal.

 

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Saí do restaurante e estava a chover. Não tinha guarda-chuva, botas, capa, quispo, nada. Ainda me molhei um pouco mas consegui apanhar um autocarro pouco depois então só devo ter andado 500 ou 600 metros a pé, o resto fiz sobre rodas.

  

Encontram-se imeeensos portugueses na rua. Não falei com nenhum mas ouvi dezenas de pessoas a falar português na rua enquanto caminhava.

 

Balanço do primeiro dia, 11,4km e ainda bastante para descobrir amanhã.

 

Podes ainda ver a versão em vídeo abaixo