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GO CAROL

BEM-ESTAR, FITNESS, COZINHA OVOLACTOVEGETARIANA E A MINHA VIDA NO GERAL (E ÀS VEZES NO PARTICULAR)

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Qui | 01.02.18

Viagem a... Florença

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No terceiro dia fomos até Firenze. Acordámos com as galinhas (antes do sino vá), e às 9:15h já estávamos no comboio. Não sei se posso chamar-lhe comboio, ou se era um TGV. Foi quase sempre a 300km/h, pelo que demorou 1:40h, de Milan Rogoredo até Firenze Santa Maria delle Grazie. O bilhete custou 57€ para cada um, ida e volta, e valeu muito a pena.
 
Mal chegamos ao comboio, entramos na nossa carruagem, a 6, que por sinal estava a abarrotar, chegamos aos nossos lugares, 41 e 42 e estavam... ocupados. Lá perguntei aos senhores se aqueles eram os lugares deles, se estavam no sitio certo porque pelo nosso bilhete também eram os nossos, e mostrei o bilhete no telemóvel (sim que agora com estas apps novas XPTO não é preciso papel para nada). A app era a GoEuro e tinha lá os bilhetes, horários, lugares e tudo mais. 
 
Uma coisa importante, andei um bocadinho desorientada porque quando cheguei à estação, quase meia hora antes do comboio, não tinha no ecrã gigante, tipo de aeroporto mesmo, o nome da cidade para onde íamos. Isto porque não era a última paragem do comboio e eu nem me lembrei disso. Se tivesse olhado para os bilhetes da aplicação era mais simples, mas nem reparei que lá tinha as informações todas. Tive de andar a pedir informações nos locais de venda de bilhetes, que por sinal estavam a rebentar pelas costuras, e em simultâneo a rezar para não perder o comboio. O comboio ia para Firenze maaass no ecrã era Nápoles que dizia. Nada a ver portanto.
 
As linhas são infinitas, 8 para ser mais concreta, mas é tudo subterrâneo, tal como a Estação de Campanhã no Porto. Temos de andar a descer e subir escadas para chegar ao comboio, o que no meio daquele stress todo era mais um motivo para me pôr os nervos em franja.
Ora bem, lá perguntei, lá me explicaram que era a linha 8, lá fomos nós a correr. Esperamos 8 minutos e apareceu o comboio a todo o gás.
 
 
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Sim porque ele andava a 300 km/h a maior parte do tempo. Quando se aproximava de alguma estação ou quando ia parar, que aconteceu umas 5 ou 6 vezes, abrandava, mas mesmo assim ia mais rápido que os carros na autoestrada.
 
Isto tudo para contar agora o que tinha começado há pouco, que depois de mil e uma coisas ainda chegamos ao nosso lugar e estava ocupado. Era só o que faltava pensei. Já não bastava toda aquela confusão para descobrir o comboio agora o lugar tinha gente. Fiz mil e um puzzles mentais a congeminar o que tinha acontecido. "Será que se enganaram?", "Será que o sistema não assumiu o lugar correctamente por o bilhete ter sido comprado online?", "Será que nos enganamos na carruagem??", "Será que estou maluca??". A carruagem cheia. Havia dois lugares vazios vá, em 108 lugares, vejam bem. E nem sequer eram juntos. Andei para trás e para a frente naquele forno, sim porque ali dentro estão, no mínimo, 28º, sem querer ser exagerada. Tinha casaco, mochila pesada, e as pessoas a ocupar o lugar delas e o corredor, já estão a imaginar o filme certo?
 
E porque é que andei de um lado para o outro? Porque o assento tem escrito em cima um número e à frente outro, o mesmo. Só consegui perceber que o lugar da parede era o certo quando andei a verificar o que os últimos lugares tinham escrito. Fiz aquele jogo mental elaboradíssimo, do género "se este diz 53/54 no último é porque este É o 53/54 efectivamente. E se na parede está isto é porque é este o 53/54" E à medida que andava para a frente tinha de fazer o mesmo. Isto parece parvo de facto, e lido não tem lógica nenhuma e parece muito simples. E até era, mas em situações de stress há que rever todos os pontos para ter a certeza que não estamos a fazer asneira. Principalmente quando tinhamos mais de 100 pares de olhos em cima. sim, estava toda a gente a ver o espectáculo.
 
Os senhores que estavam sentados no nosso sitio não foram muito simpáticos. Eram pouco mais velhos que nós, ou pareciam pelo menos, deviam ter uns 28 anos, se tanto, e não estavam muito interessados em ajudar. Pelo contrário. Até ficaram aborrecidos quando falei com eles. Até disse que se houvesse dois lugares juntos não nos importávamos de ir para lá. Mas de facto não havia, e também não fazia sentido ficarmos separados novamente (já tinha acontecido no avião), quando os lugares eram juntos.
 
 
 
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Voltei a mostrar o bilhete aos senhores, eles também mostraram o assento deles no bilhete e pronto. Falei durante uns 5 minutos com a senhora Italiana do banco atrás que era super simpática. Disse que ia passar uns dias ao Porto em breve, isto depois de nos ter ouvido a falar português entre nós e perguntado se éramos portugueses. 
 
Lá decidi ir falar com o revisor, que se encontrava duas carruagens a seguir, senão iam ser 1:45h de pé. Mostrei-lhe o bilhete e voltei a explicar a situação. Gentilmente dirigiu-se connosco ao nosso lugar e pediu os bilhetes aos senhores. Já tinha brincado com o homem a dizer que é nestas ocasiões que quem está sem bilhete ou a esconder algo é apanhado, daí termos falado em português algumas vezes aquando da situação.
 
Em italiano o revisor disse aos ocupantes do nosso espaço que o bilhete era para o dia 26, e era dia 27. Virei-me para o homem e só lhe disse "eu não te disse que é nestas situações que as pessoas são apanhadas?". E pronto, final feliz para nós que fomos para o nosso local, final infeliz para o casal aborrecido que saiu, pegou nas coisas carrancudamente e se estava a ir embora não sei bem para onde. Ainda disse que podiam deixar as coisas na parte superior do assento, que dá para colocar malas, casacos e tal, que não íamos precisar, mas não quiseram.
E pronto, eles com o revisor para fora da carruagem com as tralhas todas e nós arrumamos as nossas e sentamo-nos.
 
Não sei se queriam viajar de graça no dia seguinte ou se se tinham de facto enganado no dia da viagem. Há sempre essas duas opções e nunca vamos saber qual a correcta.
Os nossos vizinhos da frente, lado e trás de ambos os lados pediram imensas desculpas. Sinceramente inicialmente fiquei sem perceber. Acabaram por dizer que o senhor não tinha sido nada simpático e tinham ficado tristes e com pena da situação. Conclusão, estava rodeada de pessoas simpáticas, e ainda bem!
 
 

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Mas vamos mas é ao que interessa!

 

 

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Calma que ainda não é sobre comida que vou falar. Mas os croissants lá tinham um aspecto...

 

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A cidade é belíssima. Nada tem a ver com Milão. Achei parecida com Veneza e algumas zonas com Palermo. Mas, comparado com Milão, a única coisa que tinha eram as lojas. Muitas lojas (mas menos que na outra cidade), e muitas lojas caras.
Passámos as quatro pontes mais importantes, ou pelo menos as que estão mais no centro da cidade. Não entrámos em nenhuma basílica nem Catedral. Apenas numa igreja, a Igreja de Santa Maria delle Grazie que dá nome à estação de comboios, e, por isso, foi logo o que vimos primeiro. Tinha de se pagar uns 7€ por pessoa para visitar mesmo mesmo, pelo que entrámos, vimos, e saímos.
 
 
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Almoçamos no Le Fate. Andamos mais ou menos 700 metros desde o mercado de San Lorenzo até ao restaurante. Cozinha Vegan e pastelaria vegan, era o que apresentavam.
A particularidade deste espaço era que o menu tinha os 12 signos do zodíaco, ou seja, cada um dos signos tinha um menu próprio. No meu caso, carneiro, tinha um arroz, que não era beeemmm o que me apetecia, portanto fui para o capricórnio, com ravioli e quinoa.
O homem foi para o seu signo, peixes, que me pareceu ótima escolha assim que foi feita.
Não ficou muito contente quando percebeu que era apenas vegan e não havia cá carne e queijinho, mas depois de vir a mini lasanha de entrada com molho de tomate e uma espécie de bechamel vegan.
Muito muito bom. Pena ser pequeníssimo. Era uma espécie de gourmet vegan. O preço por prato era elevado mas a comida boa.
Enquanto almoçavámos reparámos que o prato dele vinha com cabelos, o que foi muito chato. As senhoras foram simpáticas e ofereceram-se para fazer outro prato, mas ele não quis. Conclusão, acabámos por não pagar o prato dele, que nem tinha chegado a meio, e ainda nos ofereceram duas fatias de panettone para sobremesa e um inteiro para levarmos. Percebeu-se que ficaram tristes e surpreendidas com a situação.
 
 
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Voltámos para o centro mas fomos por outras ruas, para ficar a conhecer mais um pouco. E a cada rua que viamos ficávamos mais surpreendidos e apaixonados pela cidade. É realmente belíssima!
 
Comemos um gelado ma-ra-vi-lho-so na Venchi, dos melhores de sempre! O meu de manga, morango e chocolate negro, sim, todos vegan, em copo porque o cone tinha leite, e ele, chocolate e avelã, stracciatella e chocolate caramelo. Tinham um aspecto... Ora vejam abaixo.
 
 
 
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Passeámos, passeámos, passeámos. 20,7km nas pernas e muitos locais bonitos para ver.
Acabámos o dia no Mister Pizza, com massa sem glúten, pizzas vegan e opções com queijo vegan. Não achei fantástica. A massa era demasiado crua para o meu gosto. Prefiro massa fina e estaladiça, mais tipo wrap crocante, do que pão, alto e fofo. Dava para escolher o tipo de massa (alta ou baixa) mas só fim me apercebi. Não seleccionei nenhuma portanto veio “a normal”.
O homem gostou muito, disse que estava no top 10, sendo que quando lhe perguntei quem consistia o top pôs-me a pizza hut em segundo lugar (acham confiável alguém que põe a pizza hut num top 5 ou 10? Pois, eu também não).
Mas bem, a minha pizza tinha apenas polpa de tomate, que em Itália, pelo que percebi, vem toda de latas, que isso de fazer molho dá muito trabalho, queijo vegan que era muito saboroso e que não me deixou inchada nem mal disposta (era mesmo vegan portanto) e cogumelos frescos. Não era muito rica. Podia ter o triplo dos cogumelos e o dobro do queijo que não ficava mal.
 
 
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Da pizzaria, que ficava em frente a um dos monumentos mais bonitos que vi na vida, a Catedral Santa Maria del Fiori, à estação, eram cerca de 700 metros. Em 10 minutos estávamos lá à espera do comboio, que ainda demorava 40 minutos a chegar. Tive pena de não subir à Catedral mas as filas, sim eram várias, eram gigantescas. Perderíamos certamente duas a três horas entre fila e subir, o que era impensável naquele dia.
 
Já na estação de comboios tivemos tempo de gastar 1€ cada um para fazer xixi, que lá não há uma casa de banho que não se pague, nem que se entre num café é preciso comprar qualquer coisa para ir ao wc, dar uma volta na estação, e entrar numa livraria para nos sentarmos à espera do comboio. Como estava quente lá dentro ficámos por lá uns 20 minutos até o comboio chegar.
 
 
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Depois foi o mesmo da manhã. Comboio, que dava para mais de 500 pessoas certamente, aquecido (uns 28° lá dentro mesmo), com internet que dava mal e carregador para o telemóvel, que deixava o telemóvel maluco e sem funcionar muito bem enquanto estivesse ligado à máquina. Ia sempre super rápido e só parava meia dúzia de vezes. Sinceramente mal dei pelo tempo passar.
Depois apanhámos o metro até ao hotel, que por acaso era na mesma linha, com 3 ou 4 paragens entre eles, mas tivemos de esperar um pouco até o metro chegar. Às 23:15h da noite o fluxo de pessoas e de metros não é obviamente o mesmo das 20h, pelo que a espera é quase inevitável.
Chegámos a “casa” perto das 23:30h, arrumamos o que podíamos e passado 6 horas e pouco saímos para apanhar o comboio.
 
Voltámos ao metro da linha amarela, fomos até à Milano Centrale, que em tempo deu cerca de 15 minutos. Às 7:50h já lá estávamos. Compramos bilhete numa máquina própria para isso, que é o que há mais por lá, mas é preciso seguir as indicações para as encontrar. Há duas companhias diferentes, pelo que também é necessário saber que não vão as duas dar ao Aeroporto Malpensa.
A Italo foi a que nos levou a Florença, o tal TGV. Já a Malpensa Express levava-nos do Aeroporto à Estação Central, e vice versa. O preço foi de 13€ por pessoa, sendo que, ao contrário do comboio/TGV do dia anterior, este não tinha lugares marcados. Escolhemos na máquina a primeira classe e foi para lá que fomos. Até agora a única diferença que encontrei foi o facto de ter duas escadas para chegar lá e parecia mais pequena que algumas cabines, de resto... igual.
 
Pediram-me bastastes vezes para explicar como fiz com os transportes e onde comi, daí ter focado essa parte. Não é nada difícil, basta seguir as setas e ler as placas. Também não fazia ideia como apanhava cada transporte, só lá me apercebi como realmente funcionava cada um. No que se refere a comer, se se tratar de alguém com restrições alimentares, acho fundamental fazer uma pesquisa em casa antes de modo a não perder tanto tempo durante a estadia. Opto sempre que possível pela aplicação Zomato, como já referi, mas não está disponível em todas as cidades. Quando isso acontece vou até ao Trip Advisor e faço as minhas pesquisas.
 
É importante planearem a viagem minimamente no que se refere ao que vão visitar, em que dia, e ter sempre em consideração que se perde algum tempo no metro, autocarro e comboio. E que dependendo do local onde querem ir podem ter de tirar bilhete antes, online ou na central. O de Florença comprei na Internet enquanto planeava a viagem para ter a certeza que conseguíamos lugar. E ainda bem que o fiz porque na estação a fila era imensa, e dentro do comboio se vi três lugares vazios foi muito.
 
Aconselho um dia inteiro para Milão e pelo menos um para a cidade de Florença. Se tivesse ficado mais meio dia em Florença não teria visto mais nenhum monumento, mas não me importava de passear mais um pouco. A cidade vale realmente a pena.
 
 
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O pôr do Sol na Piazzale Michaelangello, que por mero acaso do destino foi o que vimos quando chegamos ao topo, vale a viagem toda. Custa um bocadinho a subir mas acreditem que a vista para a cidade é deslumbrante. Das mais bonitas que vi até hoje.
Havia centenas de jovens nesse local com as suas cervejinhas a apreciar a vista, assim como muitos turistas a fotografar tudo por onde passavam. É muito muito giro, e é fundamental irem até lá para verem a cidade toda.
 
 
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E foi maravilhoso. Já tinha referido aqui que queria viajar este ano, viajar mais que no ano passado, viajar mais que há dois e três anos e comecei o ano da melhor forma, com uma viagem (ou duas) fantásticas.
 
 
Fiquem atentos aos próximos capítulos de Carolina em Viagem porque vem mais por aí. Acompanhem também as novidades do Instagram, do Facebook e Youtube.