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GO CAROL

BEM-ESTAR, FITNESS, COZINHA OVOLACTOVEGETARIANA E A MINHA VIDA NO GERAL (E ÀS VEZES NO PARTICULAR)

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Sex | 01.06.18

Viagem a... Copenhaga II

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Depois de ter falado aqui sobre a minha convivência com mais 7 estranhos no mesmo quarto, sobre como escolhi o hostel e acerca do povo dinamarquês e da cidade no geral, a festa continua.

 

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Ainda não vos disse que o hostel tinha um parque gigante para bicicletas nem que tinha um bar enorme, onde também se servia o pequeno almoço (que pelo que vi não era nada de especial). Além disso esse bar tinha uma decoração muito gira, muitos jogos, bilhar, matrecos, setas,... À noite a música estava alta e havia imensa gente a beber e a jogar, de dia havia música na mesma mas estava tudo muito mais calmo. Ou estavam a beber com amigos no terraço também enorme, ou a mexer nos gadgets, a ver a bola ou a jogar setas, mas tudo muito mais tranquilo.

 

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A localização era perfeita, a 5 minutos do metro, com um supermercado à frente, outro ao lado, um ginásio por baixo, uma box de crossfit do ao lado, um parque a menos de 3 minutos e montes de restaurantes e cafés por ali. Pena o quarto não ter toalhas nem secador, algo que me levava a tomar banho à noite para lavar o cabelo e novamente de manhã, já com cabelo seco durante a noite. Apesar de ter apanhado bons dias, dias quentes, de manhã cedo corre uma aragem que não ajuda quem quer manter a saúde no sitio. A probabilidade de nos constiparmos com essa brincadeira é mais que muita e como todos os cuidados são poucos optava por fazer assim. Fica a dica para quem for para sítios sem secador.

 

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Tive a sorte de encontrar na internet um dos melhores locais para comer de Copenhaga, o Hafnia Bar e a 130 metros do hostel. Fui tomar o pequeno almoço lá duas vezes e que bem que fiz. Comi exactamente a mesma coisa das duas vezes porque era algo que valia super a pena. Uma bowl com banana, açaí, blueberries, granola, sementes de chia e bagas de goji, com proteína adicionada (opcional), e um raw cake, um bolo que não vai ao forno nem é cozinhado de forma nenhuma, de blueberries e morangos. Dos melhores bolos que comi na vida!! A sério! Vão lá só pelo bolinho que vale a pena. Vem super bem empratado, todo bonito, e ainda por cima é bom mas bom! Um autêntico cheesecake vegano.

 

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Os pratos não ficavam por aqui. Risotto vegano, pratos de falafel, barrinhas e granola, iogurte de caju, montes de sumos s batidos e até shots de saúde. Gostava de ter experimentado o prato de falafel que certamente seria soberbo!

Estando a minha casa provisória quase no centro, deu para visitar tudo e mais alguma coisa com imensa facilidade.

 

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A zona mais conhecida dos barcos e casinhas às cores, Nyhavn, estava a 5 minutos a pé, mas só no Domingo fui lá pela primeira vez. Fiquei apaixonada! Andei por lá imenso tempo, dei a volta àquilo tudo, explorei as ruas paralelas e perpendiculares, e é espantoso como numa rua temos aquilo e na rua atrás os prédios são normalíssimos, e parece outra cidade. Apesar de não ter feito aconselho o passeio de barco porque a sensação com que se fica da cidade é logo outra. É outra perspectiva e é outro espírito para conhecer. Quando não nos cansamos a ver a vontade e a animação é logo outra. E nos passeios de barco é isso que acontece.

 

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Essa zona está repleta de restaurantes com imensas opções, até hambúrgueres vegetarianos! Além disso é muito agradável de se estar e/ou passear. Achei a cidade romântica. As bicicletas paradas ao lado dos prédios, os casais a passearem com os filhos (e a quantidade de miúdos que para ali vai???), o rio ali no meio da cidade... Faz de facto toda a diferença no espírito das pessoas.

Apesar de também não o ter feito por não ter encontrado nenhum local, ficar na esplanada a apanhar solinho enquanto se bebe um refresco ou se come algo, é algo que que os dinamarqueses apreciam. 

O mais próximo disso que fiz foi no meu último almoço/brunch. Era uma mesa à janela mas não era ao ar livre. Se lá forem experimentem!

 

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A comida vegana é muito boa por lá. Não sei se toda a comida é assim mas na que comi podem confiar. Não houve um único restaurante ou café que tenha ido e não gostado. Andei bastante, andei pela cidade toda e mais alguma. Para terem noção, o meu hostel era no centro e o sitio onde fui almoçar na Segunda feira ficava quase a 4km. 

Também fui tomar pequeno almoço a um no primeiro dia que ficava quase a 2km, no lado oposto do que mencionei acima. Para verem que podemos comer vegetariano ou vegano em qualquer parte do mundo. Temos é de fazer uma pesquisa prévia e estar atentos às placas quando não houve pesquisa. Há muitos sítios que dizem mesmo VEGAN em letras maiúsculas nos cartazes de rua e nos menus dos restaurantes. Basta perder uns minutos a observar.

 

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Relativamente ao pequeno almoço do primeiro dia, no Next Door Cafe, em Kobenhavn K, comi um pão com doce e manteiga de amendoim e um sumo de cenoura, laranja, gengibre e maçã (acho que era isto). Apesar de ser uma coisa muito básica, porque o café não tinha nada vegano naquele dia, ainda hoje estou a pensar naquele doce com a manteiga, e é provável que reproduza em casa!!

 

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Para este sitio apanhei metro e depois autocarro, porque tinha o passe de 24 horas e portanto valia a pena ir assim, mas dava para ir a pé perfeitamente. 

Aproveitei logo para conhecer aquela zona da cidade. Não decorei nomes, não fiz planos. A ideia era ir conhecendo, porque acabaria por ver tudo. E vi. Vi mais até, como já vos disse.

 

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Para Copenhaga dois dias, um fim de semana, é suficiente para conhecer a cidade. Mais que isso serve para conhecer zonas mais afastadas ou menos mencionadas nos mapas, mas que nem por isso deixam de ser giras de se ver.

Acho importante passear por essas partes também, porque é aí que conhecemos realmente a cidade. Os centros das cidades europeias, apesar de não os conhecer a todos, acabam por ser sempre iguais. Limpos, confusos, mas cheios de monumentos bonitos. Mas e o resto? O que não está assinalado como obrigatório no mapa? É isso que também é preciso conhecer para ver a cidade tal como ela é. Porque a cidade é muito mais que um ou dois quilómetros de monumentos bonitos. Para lá disso há pessoas, há coisas, há edifícios na mesma. Se tiverem tempo e espírito experimentem conhecer para lá do mapa.

 

E mais um vez vou ficar por aqui. Contarei mais sobre por onde andei, o que vi e comi no próximo capítulo.

 

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