Viagem a... Bruxelas

A viagem começou uma hora e meia atrasada. Tempo que me daria um descanso muito maior durante a minha curta noite. A viagem de avião durou 2:20h sendo que ainda foi necessário apanhar um autocarro que ia do aeroporto até Bruxelas, com duração de uma hora. Conclusão, devíamos ter aterrado às 12:05 e aterramos às 13:35h. Por outro lado ainda tivemos de fazer mais a tal viagem.

Planeei apenas 2 dias, Sexta e Sábado e voltar no Domingo bem cedinho, tanto que não dava para ver nada.

Escrevo isto no final da viagem, Domingo de manhã e fico com pena de não ter conseguido arranjar uma viagem que fosse ao final do dia.


Ao contrário do que muita gente me disse, a cidade é muito bonita, tenho muita coisa para ver, imensos monumentos muito imponentes, uma arquitectura muito bonita, a rede de transportes é bastante boa e funciona muito bem, as pessoas são um bocado antipáticas, mas isso foi a única coisa que se verificou da maioria do que me foi dito. Claro que recebi mensagens de quem tenha adorado, mas a maioria disse que havia sítios muito melhores, que não tinham gostado ou que não era nada de especial.

Achei precisamente o contrário, e ainda bem porque, confesso, que cheguei a uma altura com medo. Principalmente quando aterrei, tive de andar 1 hora de autocarro para chegar à cidade, e depois ainda foi preciso caminhar 25 minutos até ao metro, mais 25 minutos do metro ao hotel, e com isto eram 16h da tarde. O voo tinha atrasado uma hora e meia portanto tudo atrasou. Já não estava a achar muita piada à brincadeira... Chegando à cidade, depois do autocarro nos deixar na Rue de France onde parava, achei a cidade muito feia, muito escura, muito suja, as pessoas muito estranhas, etc. Chegando ao destino a minha opinião alterou substancialmente como já pude referir.

Compramos o passe de 24 horas que dava tanto para metro como autocarro e eléctrico, e o que permitiu andar mais um pouco pela cidade mais longínqua, que de outra forma seria difícil. O passe custou 7,5€ por pessoa mas os bilhetes individuais custavam 2,1€ portanto acabou por compensar.


Mais uma vez fui sem planos, sem expectativas, sem nada. A única coisa que planeei mais ou menos foram (e aposto que já sabem) alguns locais para comer, porque nunca se sabe. Acabei por ir apenas a quatro dos seis que tinha pensado inicialmente. Arrependi-me de não levar mais comida, porque na Sexta-feira ao final da tarde já não tinha nada. Muito por culpa do atraso no voo que atrasou a hora de almoçar para a hora de jantar praticamente, e que me fez ficar uma devoradora.

Levei duas barrinhas, dois purés de fruta, duas bolinhas energéticas, um pacote de snacks tipo batatas fritas, uma mousse de proteína com manteiga de amendoim e granola e uma paparoca de maçã, guaraná e banana, e sim, foi tudo no primeiro dia e em poucas horas.
Não gosto de não ter comida comigo. Sinto-me logo desamparada, stressada, não sei. Estou habituada a ter qualquer coisa na carteira e saber que mesmo que não tenha fome está ali, e ter a carteira vazia faz-me confusão.


Acabei por comprar algumas coisas no Sábado à tarde para ter no quarto caso tivesse fome à noite e para lanchar. O plano era essa, mas, mais uma vez, acabei por comer quase tudo mal cheguei ao quarto, o que sobrou serviu para o pequeno-almoço do dia seguinte, um iogurte e frutos secos.

Paremos de falar de comida. A cidade.
Tive imensa pena de não conhecer a Mini-Europe e o Atomium, mas como era bem longe da cidade e eram preciso apanhar vários transportes, quando me apercebi já era demasiado tarde para ir. Por outro lado já tinha o corpo tão cansado que a vontade era de ficar quietinha.


Consegui ver bem a parte do centro, vários parques bonitos, tal como o Leopold Park, toda a zona do Parlamento Europeu (European Quarter), o Palácio Real, as Galerias,... Tal como em Copenhaga há Igrejas, palácios, parques e monumentos bonitos em todo o lado. Se não formos atentos na rua passamos por uma coisa importante e nem damos por isso.


Reparei que há bandeiras da Bélgica espalhadas pela cidade toda, seja nos apartamentos seja nos tais monumentos.
Existem também algumas pessoas a cantar e a tocar (e muito bem) na rua, muito mais que em Portugal, o que dá um ar giro à cidade.



As refeições feitas foram relativamente perto de casa, do Penta Hotel, a 10 minutos a pé do metro e a 3 minutos do eléctrico. O hotel era muito muito bom! Com ginásio, uma zona de estar/bar/restaurante (era 3 em 1) com uma decoração muito bonita e um ecrã gigante para ver o Mundial até. No primeiro dia da viagem acontecia exactamente o primeiro jogo do Mundial, com Portugal a empatar com Espanha por 3-3. Confesso que não vi o jogo, estive sempre a ver as fotografias, editar e responder às vossas mensagens, mas fico feliz pelo país.

O almoço de Sexta-feira foi bem tarde, como tinha mencionado acima mas foi bom. Num restaurante orgânico e vegetariano, de seu nome The Sister Brussels Café, com muitas opções veganas. Acabei por comer uma salada, beber um mega batido e acabar a refeição com um waffle com chocolate e gelado de baunilha.


Importante, os preços das coisas são mais elevados que em Portugal, tanto no que se refere a restaurantes como supermercados.

Já o jantar foi exactamente no hotel porque infelizmente fecha tudo muito cedo, e quando o jogo acabou, às 22h já praticamente não havia nada aberto, e o que havia fechava às 22:30. Não sabendo ao certo por onde ir, apanhar transportes e não apanhar, o tempo era muito reduzido para lá chegar. Foi a opção possível. E a comida era boa. Também estava cheia de fome, mas gostei. Uma quinoa com cebola, tomate, abacate e sumo de lima. A mistura ficava bem boa!

Xixi, cama, porque o dia seguinte iria ser tão longo quanto o anterior.
Sábado, pequeno almoço a 400 metros do Hotel, num sitio muito bonito mas demasiado barulhento. Barulho de coisas a bater umas nas outras, barulho das máquinas de café e de sumos, barulho das pessoas, barulho das cadeiras a arrastar naquela soleira de azulejo. À minha bowl de açaí, banana e manteiga de amendoim só acrescentava mesmo a manteiga de amendoim, que era menos que uma colher de sobremesa mal cheia, e colocava mais granola também. Tirando isso gostei.

Passeio pela cidade a seguir. De eléctrico para rentabilizar o investimento no bilhete de 24 horas. Quando dei por mim estava num sitio qualquer já a 4 km do centro da cidade. Deu para perceber que há uma zona bem diferente do centro, tal como seria de esperar claro, com casas de dois andares, carros à porta numa rampa que dá para a garagem, tudo tal como vemos nos filmes.

Depois disso voltei a apostar no eléctrico para sair dali e ir até à zona do Parlamento Europeu. Fiquei estupefacta com a imensidão, com o tamanho, com a quantidade de prédios com mais andares que a minha mão pode contar, com uma maior dimensão que os meus olhos conseguem ver. É, sem dúvida, uma mini cidade dentro da grande cidade e vale muito a pena visitar para se ter noção da monstruosidade que são aqueles edifícios, onde até existe um parque, o Leopold Park, com campo de basket e zonas infinitas para passear, um lado,...


O almoço foi pela zona e que bom que foi! Foi a minha refeição favorita da viagem, sem dúvida. Um bagel vegano, com pão sem glúten (havia umas 6 opções diferentes e optei por esta), com pimentos salteados ou assados, não percebi bem, courguete grelhada, tomate e azeitonas pretas. Muito muito muito muitoooo bom!! Para beber um sumo embalado de ananás e coco que evaporou em poucos segundos de tão bom. Ah, e também havia batatas fritas, bem finas e estaladiças. Recomendo!

Foi neste momento que me lembrei que seria ótimo ir ao Atomium a seguir, mas desisti da ideia depois das várias indicações que um senhor me deu.

Voltei ao centro para comer um gelado e passear mais e melhor pela zona, depois de ter andado por lá na Sexta-feira depois de almoço.
Na zona central da cidade há várias esplanadas com cadeiras que são praticamente espreguiçadeiras, perfeitas para ver o pôr do sol ou queimar a pele durante a tarde.

Vi as Galerias, vi a rua cheia de pessoas (mas mesmo cheia), vi o famoso menino que faz xixi e que toda a gente acha que é gigante mas não passa de um nenuco de pedra. Estava vestido de menina, porque pelos vistos as pessoas (não sei se a câmara, se quem está responsável pela loja do menino mesmo ali ao lado), mudam-lhe a roupa habitualmente, e em vez de estar todo ao léu pelo menos não se constipa.

Por falar em léu, vi uma manifestação de pessoas nuas a andar de bicicleta. Estava calor mas não era motivo para tanto (ah ah ah).
Há também uma igreja que quando muda a hora tem uns bonecos pequenos que saem da parede, é giro.

Para acabar o dia em beleza um jantar no Ami, mais um dos que me tinham aconselhado ir e que também estava nas minhas intenções. Fiquei muito desiludida porque ao contrário do aspecto fabuloso que tinha tudo o sabor não estava de acordo com a imagem dos pratos. No final descobri que o dono do restaurante quando me ouviu a falar português. De facto portugueses há-os em todo o lado!

Resumindo, adorei a cidade mas tive muita pena de não ter ficado mais uma manhã pelo menos ou uma tarde (seria perfeito).
E sim, aconselho. O clima estava perfeito, andei sempre de calções excepto no Sábado à noite que vesti umas calças acima do tornozelo para jantar. Quando ia para o hotel, eram quase 22:30 (22:24 para ser mais precisa) e ainda não tinha escurecido. Estava um dia lindo, a meteorologia estava super a favor e só posso ser grata por tudo isso.

Fiquei muito curiosa com Bruges, Antuérpia e Gante, locais que me foram aconselhados mas que infelizmente não foi possível visitar devido à escassez de tempo. Provavelmente uma semana daria para ver tudo, mas com menos de 2 dias era impossível.

Se estiverem em dúvida atirem-se de cabeça porque é incrível!

Se quiseres ver a viagem em vídeo clica abaixo.