Não Digas Nada de Mary Kubica
O livro começou bem. Uma história que não é inédita nem 100% original mas que estava a correr bem. A certa altura, lá para o meio parecia que não havia desenvolvimento, que não saia do sítio. O ritmo estava demasiado lento, demasiado calmo, sem momentos de acção, um pouco aborrecido até.
Basicamente a filha de um juiz é raptada depois de estar com um desconhecido num bar. Mas o plano inicial era o raptor entregar Mia (a raptada) a outra pessoa e este pedir resgate à família. No entanto acaba por ficar com ela numa cabana no meio de sabe-se lá o quê e não cumpre o prometido.

O resumo que aparece atrás do livro fez-me crer que o mesmo seria muito mais mexido, dinâmico, que teria tanta mas tanta acção que ia ser difícil largar. No entanto, depois das 100 e pouco e até às quase 300 páginas parece que a coisa não sai do mesmo lugar, o que é chato.
Está dividido entre o antes e o depois do rapto, o que torna a história interessante por um lado mas por outro perde a magia porque já sabemos mais ou menos o que se passou antes sabendo como está o depois.
Espero no final do livro surpreender-me porque senão vai ser uma desilusão. E assim foi. As três últimas páginas mudam tudo!
