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BEM-ESTAR, FITNESS, COZINHA OVOLACTOVEGETARIANA E A MINHA VIDA NO GERAL (E ÀS VEZES NO PARTICULAR)

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Qua | 05.09.18

A Pílula, as suas contra-indicações, o exercício físico e outros métodos contraceptivos

Hoje em dia um dos métodos contraceptivos mais usados pelas mulheres é a pílula. Com um grau de eficácia de 99%, permite à mulher não engravidar, e também (pode) ajudar a regular ciclos menstruais, sendo que não afecta a fertilidade. Li uma notícia de 2015 que dizia que era a contracepção usada por 94% das mulheres, o que é um número bastante elevado. 

 

Convém dizer que não sou a favor nem contra a pílula. Acho que cada mulher tem que decidir por ela, e apenas ela, o que quer fazer com o seu corpo. Para umas faz todo sentido, para outras não faz sentido algum. Algumas precisam, outras não, portanto eu não tenho nada a dizer sobre esse assunto além da partilha da informação. Vejam o que faz sentido para vocês, o que precisam, e decidam, em conversa com o vosso médico.

 

Mas será que todas as mulheres têm de facto que a tomar?

Em primeiro lugar posso dizer que a pílula não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis, ao contrário do preservativo. A pílula também não é 100% eficaz como referi acima, portanto, pelo menos 1 em cada 100 mulheres que toma a pílula e que a utilizam como contraceptivo, pode engravidar.

 

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Imagem: Google

 

Há ainda bastantes coisas a dizer acerca da pílula. Em alguns casos este comprimido, que mais não é do que hormonas, estrogénio e progesterona, causam diversos efeitos secundários, quando não são indicados à mulher em questão.

Efeitos secundários tais como a alteração do peso, alteração do fluxo menstrual, perdas de sangue ao longo dos períodos de ciclo da pílula, vómitos, náuseas, alteração da tensão, sensibilidade mamária, entre outros.

 

A pílula tem também diversas contra-indicações, nomeadamente em mulheres com mais de 35 anos, fumadoras, mulheres grávidas obviamente, mulheres que sofrem de diabetes, hipertensão, epilepsia, se tiverem varizes acentuadas, risco de AVC, doença arterial cerebral ou coronária, e muito mais.

 

Há ainda factores a considerar que diminuem a eficácia da pílula, tal como o facto de se esquecerem de tomar. Se não houver regularidade e se não for levada a sério, a pílula acaba por não não surtir o efeito desejado. Se tomam, nunca se esqueçam de tomar! Coloquem alarmes no telemóvel, bilhetes na casa-de-banho ou cozinha, onde tenham os comprimidos,...

 

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Imagem: Google

 

Outra coisa que diminui eficácia é o peso da mulher. Mulheres com excesso de peso podem ver menos eficácia na toma da pílula.

 

Existem também suplementos e medicamentos que diminuem eficácia. Convém consultar o médico antes de começarem a tomar qualquer coisa. Posso dar exemplos de alguns que poderão ter esse efeito. Medicamentos para a apneia do sono, sementes de linhaça, comprimidos de alho, medicamentos contra o HIV, alguns antibióticos, alguns medicamentos anti-epilépticos,… Volto a referir que convém consultar o médico antes de tomar o que quer que seja.

 

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 Imagem: Google

 

E relativamente aos resultados físicos ou falta deles? Este tema foi me sugerido por uma leitora, e desde logo me prontifiquei a falar sobre ele. Já antes havia pensado no assunto, mas ainda não tinha posto mãos à obra. 

Sei que a pílula afecta os resultados de muitas mulheres, resultados que passam pelo físico. Ou seja, para muitas mulheres é mais difícil atingir certas metas nos treinos quando tomam pílula, porque na verdade a pílula são hormonas que podem inchar, podem criar retenção de líquidos, aumentar a celulite… E portanto há uma maior dificuldade em chegar onde se quer.

 

Mais uma vez repito, que não estou a dizer que se deve ou não se deve tomar a pílula, apenas a fazer constatações. De certeza que têm uma amiga que toma o comprimido, e certamente conhecem alguém que já tomou mas deixou de o fazer porque o corpo se modificou. É a esses casos que me refiro. E não é mesmo preciso que assim seja se não quiserem. Não precisam da pílula para não engravidar. 

 

No site www.contracecao.pt/metodos encontram os vários métodos contraceptivos existentes, sendo que não deverão usar nada antes de consultar o vosso médico. De qualquer modo ficam a par das opções e poderão dicutir numa próxima consulta o melhor para vocês, com base no que já conhecem. 

 

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Não há motivo algum por continuarem a sofrer por estarem inchadas ou porque a vossa barriga não vai ao sítio. Podem muito bem trocar a pílula ou alterar o vosso método contraceptivo, se for para isso que a usam.

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